Use em Sessão: Ansiedade Generalizada
Mônica Mariane, Psicóloga e NeuropsicólogaQuero o volume 3
Coleção Use em Sessão · Volume 3

Em TAG, o assunto muda toda semana. O processo não.

Guia de bancada de TCC para Transtorno de Ansiedade Generalizada: 156 páginas, cerca de 20 sessões organizadas em 8 fases, 28 fichas para imprimir e 5 árvores de decisão para os impasses que aparecem no meio do atendimento. A preparação da sessão já vem feita. A decisão clínica continua sendo sua.

20sessões roteirizadas
28fichas prontas para imprimir
156páginas em PDF
5árvores de decisão
Capa do ebook Use em Sessão: Transtorno de Ansiedade Generalizada
O problema não é o que fazer. É saber o que aquilo deveria mudar.
Na semana passada era a saúde da mãe. Na anterior, o relatório que podia ter saído com um erro. Hoje é um exame que ainda não saiu e uma conversa com o chefe marcada para sexta. Cada um desses assuntos rende cinquenta minutos honestos de trabalho, e você sai da sala com duas sensações ao mesmo tempo: a de que atendeu bem e a de que a semana seguinte vai começar de novo, com outro tema.

O impasse aparece antes disso, ainda nos primeiros minutos. O paciente termina de contar o assunto da vez e você decide sozinho, sem tempo de consultar nada: sigo o conteúdo de hoje ou volto ao processo que vai produzir o de amanhã? E o repertório que rende em outros quadros se comporta de um jeito estranho aqui. O relaxamento que você ensinou virou condição para ele entrar na reunião. O registro de pensamentos termina com o paciente pedindo que você confirme que a probabilidade é mesmo baixa. Aí chega a pergunta direta, com cara de vínculo e de pedido legítimo: mas você acha que vai dar tudo certo?

E existe o incômodo mais difícil de admitir. O paciente parece organizado, respira antes de entrar na reunião, prepara tudo com muita antecedência e diz que está melhor. Nada disso se apresenta como sintoma, e você não consegue afirmar se a ferramenta que ensinou virou habilidade disponível ou virou condição para ele suportar a dúvida. Não é falta de esforço nem de técnica: é um problema de leitura. Nenhuma dessas perguntas é sobre técnica. Todas são sobre critério, e critério é justamente o que falta quando a resposta precisa sair em dez segundos.

O que decide a conduta não é o assunto

A premissa deste volume é fácil de enunciar e trabalhosa de sustentar: em TAG, quem decide a conduta é o mecanismo ativo agora, não o tema da semana. Trabalho, saúde dos pais, dinheiro e relacionamento mudam de conteúdo e rodam o mesmo processo. Por isso o livro começa por um capítulo inteiro sobre o ciclo de manutenção do TAG, em 8 elos, antes de qualquer técnica. Ele é uma síntese da autora a partir das referências declaradas, escrita para ser usada em sessão e não para apresentar novidade teórica.

O circuito é este. Algo fica em aberto, e a incerteza é lida como algo que precisa ser sabido ou prevenido agora. A preocupação se ramifica em cenários em vez de convergir em decisão. O corpo acompanha com tensão e sono ruim. Entram as manobras que reduzem a dúvida: garantia, checagem, pesquisa, superpreparação, adiamento. Vem o alívio de poucos minutos, que credita a manobra pelo resultado. A aprendizagem que desmentiria a regra não acontece, porque a dúvida foi encerrada por fora. E o limiar para a próxima preocupação fica mais baixo, agora em outro domínio. Com esse desenho na mesa, a pergunta da sessão muda: em vez de qual técnica cabe nesta preocupação, em que elo o caso está preso hoje. Se é a crença de que preocupar-se protege, reduzir a preocupação vai parecer irresponsabilidade para o paciente enquanto essa crença estiver de pé. Se existe problema real com ação proporcional disponível agora, o caminho é resolução de problemas com ponto de parada definido, e o que sobra depois do plano é incerteza, não pendência.

Em TAG, até a terapia pode virar busca de certeza. Relaxamento, respiração, planejamento, organização e a própria sessão podem ser recrutados para a mesma função, e nenhum deles se apresenta como sintoma. O paciente pode usar o encontro para se acalmar, e o terapeuta pode, sem perceber, virar a fonte que garante que nada vai dar errado. Boa parte das escolhas deste material existe para proteger o trabalho dessa armadilha, incluindo um checklist que você responde depois da sessão e que pergunta, com exemplo concreto, se alguma garantia foi oferecida sem intenção.

O que é

O que é o volume 3

É um guia de bancada de TCC para Transtorno de Ansiedade Generalizada. Guia de bancada quer dizer material feito para ficar aberto na mesa durante o atendimento, com o paciente sentado à sua frente. É a diferença entre um livro que você lê à noite e um material que trabalha junto com você às três da tarde. Cada sessão cabe em uma abertura de páginas e traz o que você precisa ter em mãos naquela hora, sempre na mesma ordem e no mesmo lugar.

  • 156 páginas em PDF A4, com sumário clicável e 67 marcadores, para achar a sessão sem folhear
  • Cerca de 20 sessões organizadas em 8 fases, apresentadas como mapa didático de leitura e não como dose obrigatória de tratamento
  • Um capítulo inteiro sobre o ciclo de manutenção do TAG, em 8 elos, que é o modelo que decide a conduta
  • 14 blocos fixos em toda sessão, do resumo em uma frase ao critério para avançar
  • Agenda sugerida para os 50 minutos, entre check-in e ponte, revisão da tarefa, trabalho principal e síntese
  • 5 árvores de decisão para os impasses que aparecem no meio da sessão
  • 28 fichas de trabalho para imprimir e preencher junto com o paciente, incluindo dois checklists do terapeuta
  • Monitoramento longitudinal com 9 campos, aplicado sempre no mesmo momento do encontro
  • Consulta rápida com 8 situações de consultório e glossário de bolso com 20 termos
  • Um caso clínico fictício, Rafael, que atravessa as sessões em ordem, e 7 referências declaradas
Página do capítulo sobre o modelo cognitivo, com o diagrama do ciclo de manutençãoPágina de abertura de uma etapa do protocolo
Dentro do material

O que você recebe

Como funciona em sessão

Abra, conduza, feche

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    Quinze minutos antes de abrir a porta

    Você abre o PDF no marcador da sessão do dia e lê dois blocos: em uma frase, que resume o objetivo em uma linha, e por que esta sessão existe, que diz em qual elo do ciclo aquele trabalho entra. Confere a agenda sugerida e o critério de avanço da sessão anterior, e imprime a ficha correspondente, que já vem identificada por número e título. É a preparação mínima para entrar com rumo quando não deu tempo de reler o capítulo.

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    Os primeiros minutos, com o material na mesa

    O guia fica aberto ao lado do caderno de sessão. Check-in e ponte com a sessão anterior, revisão da tarefa combinada e o monitoramento breve com os 9 campos, sempre no mesmo ponto do encontro. Você propõe a agenda e pergunta o que o paciente precisa incluir, mantendo colaboração sem transformar a sessão em fonte ilimitada de certeza.

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    Quando o assunto novo entra

    Aqui está o impasse. Você usa a árvore de decisão para classificar junto com o paciente: existe ação concreta, proporcional e disponível hoje, ou é hipótese sem decisão a tomar agora? A árvore diz o que fazer em cada caminho e por quê, inclusive quando a troca de tema acontece justo na hora em que a sessão chega perto de algo mais difícil.

  4. 4
    O trabalho principal

    Passo a passo numerado na ordem em que costuma funcionar, perguntas para destravar quando a conversa fica circular, o que observar durante a sessão, incluindo comportamentos de segurança discretos, e falas prontas para os momentos difíceis de formular na hora. A ficha é preenchida ali, com o paciente, e não descrita para ele preencher depois. Se ele travar, responder de forma genérica ou recusar a proposta, o plano B daquela sessão está na mesma abertura de páginas.

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    Os minutos finais

    Síntese com as palavras do paciente, tarefa curta e verificável, checklist de saída com o que foi registrado e combinado, e o critério para avançar, que autoriza de forma explícita repetir a sessão quando o critério não foi alcançado. Depois que ele sai, o checklist do terapeuta pergunta se você ofereceu garantia sem perceber, e pede um exemplo concreto da sessão.

Agenda sugerida · Sessão 11 de 2050 min
  • Check-in e ponte com a sessão anterior7 min
  • Revisão da tarefa e do monitoramento breve8 min
  • Mapa de garantias e função de cada uma12 min
  • Meia-vida do alívio8 min
  • Plano de redução de um comportamento7 min
  • Combinado com quem responde, síntese e tarefa8 min
Primeira página de uma sessão: objetivos, antes da sessão e agenda com minutosSegunda página de uma sessão: passo a passo, falas-modelo e armadilhas do iniciante
Duas mesas diferentes, o mesmo material aberto

Dois jeitos de usar o mesmo guia

Este volume não foi escrito só para quem está começando, nem só para quem tem estrada. A armadilha do TAG pega os dois, por motivos diferentes: no começo da clínica ela ainda não tem nome, e depois ela se disfarça, porque o paciente parece organizado e colaborativo. O conteúdo é o mesmo. O que muda é a página em que você abre e o que vai buscar nela, e vale dizer isso com clareza antes da compra.

Se você está nos primeiros anos de clínica

Segurança para conduzir

O que costuma faltar não é conhecimento de técnica, é previsibilidade. Em TAG, a agenda enche de temas diferentes e a sessão inteira pode ir embora tentando dar conta de todos. Este volume reduz sua carga de decisão e dá uma ordem para seguir enquanto você constrói a formulação do caso, com o motivo de cada passo estar onde está.

  • Uma sequência para seguir quando ainda não está claro por onde entrar, com critério explícito para avançar ou repetir
  • O bloco armadilhas do iniciante em cada sessão, nomeando os erros que parecem boa técnica no momento em que são cometidos
  • Falas prontas para os momentos que travam, como responder à pergunta sobre se vai dar tudo certo, para adaptar ao seu jeito de trabalhar
  • Plano B em toda sessão, para não terminar no vazio quando o paciente responde de forma genérica ou recusa a proposta
  • Fichas prontas, com objetivo e momento de uso, em vez de improvisar registro no meio do atendimento
  • Um caso contínuo que mostra o raciocínio clínico em movimento ao longo das 8 fases, e não apenas a técnica isolada
Se você já tem anos de consultório

Tempo que volta para você

Você provavelmente já conhece o modelo e já faz boa parte disso. O que este volume oferece é tempo de preparação de volta e material pronto para usar amanhã, com o mecanismo organizado em um lugar só, para consultar antes da sessão, discutir em supervisão e confrontar com a sua própria formulação, inclusive discordando.

  • A fase, a agenda e a ficha já prontas para o atendimento de amanhã, sem redesenhar formulário no computador na véspera
  • Entrada pelo mecanismo ativo, e não pelo número da sessão, com 67 marcadores para chegar direto ao ponto
  • O ciclo de manutenção em 8 elos escrito de forma operacional, para justificar conduta e não apenas descrever o quadro
  • As 5 árvores de decisão como material de discussão em supervisão, estágio ou grupo de estudo
  • A árvore sobre ausência de resposta, com a ordem de checagem de diagnóstico, mecanismo e mantenedores antes de trocar de abordagem
  • O checklist do terapeuta por sessão, que pergunta se alguma garantia foi oferecida sem intenção e pede um exemplo concreto da sessão.
Para quem é

Para quem este guia foi feito

É para você se

  • Psicólogas e psicólogos que atendem casos de ansiedade generalizada e querem um critério de condução, não mais uma lista de técnicas
  • Quem já reconhece o quadro, mas trava na hora de escolher entre seguir o conteúdo de hoje e voltar ao processo
  • Quem está nos primeiros anos de clínica e quer estrutura para as primeiras sessões, enquanto ainda constrói a formulação
  • Quem tem anos de consultório e quer devolver tempo de preparação, com fichas e roteiros prontos para usar amanhã
  • Quem já leu bons livros sobre TAG e não consegue transportá-los para dentro do atendimento
  • Quem prefere fichas prontas para imprimir e preencher com o paciente a redesenhar formulário antes de cada sessão
  • Quem supervisiona, dá aula ou participa de grupo de estudo e quer um material comum para discutir condução em TAG

Não é para você se

  • Quem ainda não atende. Sem casos em curso, o material perde o propósito, que é ser consultado com um paciente sentado à sua frente
  • Quem procura formação. Não é curso, não certifica e não substitui formação, supervisão nem a avaliação diagnóstica que só você pode fazer
  • Quem quer promessa de desfecho. Não há garantia de melhora, de redução de sintoma, de tempo até resultado nem de alta ao fim da sequência, porque nenhum protocolo pode prometer isso
  • Quem espera instrumentos reproduzidos. GAD-7, PSWQ e IUS são apenas citados pelo nome, sem itens, perguntas literais, instruções de aplicação ou pontos de corte
  • Quem procura revisão de literatura ou aprofundamento teórico. A base está declarada em 7 referências para você ir às fontes, mas o livro foi escrito para uso durante o atendimento
Mônica Mariane

Quem escreveu

Mônica Mariane
Psicóloga e Neuropsicóloga · CRP 24/01244

Mônica Mariane é psicóloga clínica e neuropsicóloga, CRP 24/01244, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e em Psicoterapias Baseadas em Evidências, Terapias Cognitivo Comportamentais. Tem mais de 14 anos de prática clínica. Na carta de abertura do volume, ela escreve que fez este material para o dia em que a sessão começa em quinze minutos, o caso é de ansiedade generalizada e você precisa saber por onde entrar, o que perguntar e o que fazer com a resposta. Na mesma página, deixa registrado o que o guia não faz: não substitui formação, supervisão nem a entrevista clínica que só você pode fazer com a pessoa que está na sua frente, e não promete desfecho, porque nenhum protocolo promete. A sequência das sessões é uma proposta dela. A decisão clínica é de quem atende.

Garantia de 7 dias

Você tem 7 dias para pedir o reembolso pela Hotmart, sem precisar justificar, como prevê o Código de Defesa do Consumidor para compras online. Abra o material, leia o capítulo do ciclo, uma sessão inteira e uma das árvores de decisão. Se concluir que não é um guia que vai ficar aberto na sua mesa, peça o dinheiro de volta.

Oferta

Leve o protocolo para a sua próxima sessão

Você recebe
  • 156 páginas de guia de bancada em PDF A4, com sumário clicável e 67 marcadores para achar a sessão sem folhear
  • O capítulo do ciclo de manutenção do TAG em 8 elos, que é o modelo que decide a conduta e é próprio deste volume
  • Cerca de 20 sessões em 8 fases, cada uma com agenda sugerida de 50 minutos e os mesmos 14 blocos, do resumo em uma frase ao critério para avançar, com passo a passo, fala sugerida, o que observar e plano B
  • 28 fichas de trabalho para imprimir e preencher com o paciente, entre elas o mapa de garantias, o cartão ação ou incerteza e os dois checklists do terapeuta
  • 5 árvores de decisão e 8 situações de consulta rápida para os impasses do meio do atendimento, mais glossário de bolso com 20 termos, monitoramento longitudinal com 9 campos e 7 referências declaradas
Volume 3 · Ansiedade Generalizada
R$ 149,90
  • PDF com 156 páginas, acesso liberado após a confirmação do pagamento
  • 20 sessões roteirizadas, em 8 fases, com plano B em cada uma
  • 28 fichas para imprimir e 5 árvores de decisão
  • Arquivo para ler no computador, no tablet ou no celular
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Perguntas frequentes

Antes de comprar

Preciso seguir todas as sessões à risca, na ordem? O paciente recebe alta ao final?

Não, nos dois casos. As sessões são um mapa didático de leitura e de trabalho, não uma dose obrigatória de tratamento nem um cronograma a cumprir. Repetir uma fase com outro exemplo ou outro nível de dificuldade é dosagem, não atraso, e cada sessão traz um critério explícito que autoriza repetir quando ele não foi alcançado. Chegar à última sessão também não obriga alta: a decisão entre encerrar, espaçar ou continuar sai da reavaliação e da formulação, não do calendário, e existe uma ficha específica para essa conversa. O próprio material registra que o próprio material registra que diretrizes clínicas descrevem com frequência 12 a 15 sessões semanais de TCC para TAG, com mais ou menos sessões conforme o caso. Isso descreve o que as diretrizes dizem, e não um prazo esperado para o seu paciente. Nenhum protocolo promete desfecho, e este não promete.

O que é o ciclo de manutenção e por que ele vem antes da técnica?

É o modelo que descreve como a preocupação se sustenta, em 8 elos que formam um circuito: incerteza, interpretação de que é preciso saber ou prevenir, preocupação repetitiva, ansiedade e tensão, manobras para reduzir a dúvida, alívio e ilusão de controle, aprendizagem que não acontece e nova preocupação. Ele vem antes porque é ele que diz o que a técnica deveria mudar. Sem esse mapa, cada assunto novo parece pedir uma ferramenta nova, e o resultado costuma ser uma sequência de intervenções corretas aplicadas no elo errado. Com ele, a pergunta passa a ser em que ponto do circuito o caso está preso hoje, e cada uma das 8 fases entra em um lugar diferente do ciclo. É uma síntese da autora a partir das referências declaradas, escrita para uso clínico.

Como o material lida com o risco de a própria terapia virar busca de garantia?

Tratando isso como problema clínico central e não como observação lateral. Um dos princípios de uso é não virar a fonte de garantia. Uma árvore de decisão inteira é dedicada à pergunta que pede tranquilização, e ela separa quatro situações: informação nova e legítima, que se dá uma vez de forma delimitada; repetição para aliviar, em que se mede quanto tempo o alívio dura; a combinação antecipada de como você vai responder daqui em diante; e o evento grave em curso, que exige a sua avaliação primeiro. A ficha de mapa de garantias inclui explicitamente as pedidas ao terapeuta. O checklist de fim de sessão pergunta se você ofereceu garantia sem perceber, com exemplo concreto. E a árvore sobre casos que não respondem manda checar quanto do seu tempo está sendo gasto tranquilizando antes de trocar de abordagem.

Rafael é um paciente real?

Não. Rafael é um caso fictício, construído para demonstrar raciocínio clínico ao longo das sessões. Nenhum trecho descreve pessoa real, e o percurso dele não é promessa de resposta ao tratamento nem previsão do que vai acontecer com o seu paciente. Ele aparece em quadro próprio dentro de cada sessão, sempre no mesmo lugar do roteiro, com linha do tempo pelas 8 fases, para que você veja o mesmo caso mudando de posição conforme o trabalho avança. Ele oscila, discorda, traz preocupação nova perto do fim e continua se preocupando na última sessão.

Isso é um curso ou uma formação?

Nenhum dos dois. É um material escrito, em PDF, de apoio à prática. Não há aulas, turma, encontros ao vivo, carga horária, certificado nem supervisão. O volume declara explicitamente que não substitui formação, supervisão, leitura das obras citadas nem julgamento clínico. Se você procura um programa de formação em TCC, este não é o produto. Se você já atende e quer o raciocínio e a condução de um quadro específico organizados para usar na bancada, é exatamente isso que ele é.

Já tenho anos de clínica. É básico demais para mim?

Depende do que você procura. Se a expectativa é aprender o que é intolerância à incerteza ou como se monta um experimento comportamental, provavelmente sim, você já sabe boa parte. Se a expectativa é ter a fase, a agenda e a ficha prontas quando a semana está cheia, ter o modelo de manutenção posto por escrito para conferir contra a sua formulação e ter as decisões difíceis mapeadas em árvores, aí o volume trabalha a seu favor. O bloco armadilhas do iniciante é assumidamente para quem está começando; o resto do material foi escrito para os dois públicos, e muita coisa serve como material de discussão em supervisão e em grupo de estudo.

Serve se eu não trabalho só com TCC?

Serve em parte, e é justo dizer qual parte. A lógica do volume é cognitivo comportamental do começo ao fim: a sequência, o passo a passo, as falas sugeridas, as fichas e os critérios assumem essa base, declarada em 7 referências, entre elas DSM-5-TR, Beck, Dugas e Robichaud, Wells e NICE. O que tende a atravessar abordagens é o capítulo do ciclo de manutenção, o guia de avaliação com os diferenciais, as árvores de decisão e o glossário, que são descrição de mecanismo e de decisão clínica. Se a sua abordagem principal é outra e você não pretende trabalhar nessa lógica, boa parte do material vai ficar fora de uso, e vale considerar isso antes de comprar. Citar essas fontes indica influência teórica e nada além disso: nenhum autor e nenhuma instituição avaliou, recomendou ou endossou este material.

O material garante que o paciente melhora?

Não, e ele diz isso dentro das próprias páginas. Nenhum protocolo pode prometer desfecho, e esta página não promete cura, alta, redução de sintoma nem prazo. O que o volume organiza é o trabalho do terapeuta: o que avaliar antes de tratar, qual mecanismo mirar, por onde entrar, o que perguntar, o que observar, o que fazer quando o paciente trava, o que registrar e o que revisar quando o caso não responde. Os blocos de fim de sessão tratam de informação, acordo e registro: são critérios do seu trabalho, não previsões sobre o paciente. Resultado clínico depende do caso, do vínculo, do contexto e da sua condução.

Em que formato eu recebo e posso imprimir as fichas?

Você recebe um PDF em A4 com 156 páginas, sumário clicável e 67 marcadores, que abre no computador, no tablet ou no celular. A compra dá a você uma licença de uso pessoal e profissional: pode usar o material na sua clínica pelo tempo que quiser, imprimir as 28 fichas quantas vezes precisar e usá-las com os seus pacientes, inclusive entregando cópias preenchidas a eles. O que não é permitido é compartilhar, enviar, revender ou republicar o arquivo, no todo ou em parte, nem usá-lo para treinar ou formar terceiros sem autorização por escrito. Correções e novas versões do arquivo ficam disponíveis pela própria Hotmart para quem já comprou.

Preciso ter comprado os volumes 1 e 2 antes?

Não. Os três volumes são independentes, tratam de quadros diferentes e são vendidos separadamente. Não há continuidade de conteúdo entre eles: cada um traz o próprio modelo de manutenção, as próprias fases e as próprias fichas. Você pode começar por este volume sem ter lido os outros dois. Escolha pelo quadro que mais aparece na sua agenda.

A coleção Use em Sessão

A coleção tem três volumes

São três volumes com a mesma arquitetura de guia de bancada e quadros clínicos diferentes: volume 1, Ansiedade Social, com 127 páginas, 16 sessões e 23 fichas; volume 2, Depressão, com 141 páginas, 20 sessões e 32 fichas; e este volume 3, Transtorno de Ansiedade Generalizada, com 156 páginas, cerca de 20 sessões e 28 fichas. Cada um custa R$ 149,90 e é vendido separadamente. São materiais independentes: não há pré-requisito nem continuidade de conteúdo entre eles, e cada quadro tem seu próprio modelo de manutenção, suas próprias fases e suas próprias fichas. O que se repete é a arquitetura: os mesmos blocos fixos na mesma ordem, fichas numeradas e critério para avançar em cada sessão. Se você atende os três quadros, os três volumes se somam; se atende um, compre só esse.

Conheça o volume 1, Ansiedade Social

Conheça o volume 2, Depressão

Capa do Volume 1, Ansiedade Social
Volume 1 · Ansiedade Social
Capa do Volume 2, Depressão
Volume 2 · Depressão

Na próxima sessão de TAG, a decisão continua sendo sua

A preparação dessa sessão vai acontecer de algum jeito: na véspera, sozinho, com três manuais abertos e uma ficha para desenhar no computador, ou aqui, já feita, no formato que continua útil com o paciente sentado à sua frente. O que muda é o que está aberto na mesa quando ele senta: o ciclo de manutenção em 8 elos, o mapa das 8 fases, a árvore do impasse da vez e a ficha já impressa. Volume 3 da coleção Use em Sessão, 156 páginas, cerca de 20 sessões e 28 fichas, por R$ 149,90, com 7 dias para pedir reembolso pela Hotmart.

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